A DEMOCRACIA RELATIVA DE LULA
O presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, proferiu a seguinte frase em entrevista recente, ao comentar sobre a ditadura venezuelana: "O conceito de democracia é relativo para você e para mim..." "...a Venezuela tem mais eleições que o Brasil."
Pode parecer que o presidente foi precipitado, inocente, ignorante, mal interpretado. Mas pensar isso é inocência do eleitor, ao se conhecer a história do presidente e seu apoio a narcoditaduras e seu papel de liderança no Foro de São Paulo.
O mandatário brasileiro não acha que a democracia é relativa, mas sim, ele defende a relatividade da expressão "democracia". Como bem escreveu na obra 1984, George Orwell descreve a novilíngua como a mudança do significado de palavras chave para atender os interesses de tiranos. Esta estratégia foi utilizada em todas as ditaduras socialistas ao redor do planeta, fazendo a população acreditar que genocídios, repressão, fossem aceitos sob rótulos antes defendidos como corretos como democracia, igualdade, direitos. Hoje estas expressões têm significados deturpados e poderiam ser facilmente substituidas pelas palavras cleptocracia, privilégios e imposições respectivamente.
Vamos a alguns dados:
No dicionário Michaellis democracia é definida pelo seguinte verbete:
Na constituição brasileira:
"De acordo com o art. 1o da Constituição, não haverá democracia sem veneração à soberania, à cidadania, à dignidade da pessoa humana, aos valores sociais do trabalho, aos da livre iniciativa e ao pluralismo político."
Agora nos perguntemos:
Será que a narcoditadura venezuelana ou a cleptocracia brasileira atende aos interesses do povo? Respeita a liberdade de expressão da minoria? Atendem à dignidade da pessoa humana? Têm respeito à livre iniciativa e ao pluralismo político?
Assistimos inertes nas redes sociais e mídia independente um ministro do STF em um encontro socialista da UNE dizendo, do alto de um palanque, com um microfone: "Nós derrotamos o bolsonarismo!". Evidenciou seu poder político de tarania utilizando o poder judiciário para suprimir uma escolha política de 58 MILHÕES de brasileiros, enterrando o pluralismo político.
Milhões foram induzidos a acreditar que foi justo a prisão de milhares de pessoas durante uma manifestação em 8 de Janeiro de 2023, mesmo que apenas algumas centenas tenham participado da depredação do palácio do Planalto. Sem explicação, sem amparo da constituição, sem processo penal, sem acesso aos autos pelos advogados, prenderam crianças, idosos, índios, mulheres grávidas, pessoas que estavam a quilômetros de distância dos crimes. Promoveram atos de repressão política só observados em países governados por ditadores como Hitler, Mussolini, Lenin, Stalin, Mao, Fidel, Maduro. Enterraram a dignidade da pessoa humana.
Aceitamos como normal a prisão de Daniel Silveira, Oswaldo Eustáquio, Zé Trovão. A fuga do mesmo Oswaldo Eustáquio e Allan dos Santos por perseguição política. A censura de sites conservadores e de direita, a proibição da expressão de jornalistas como Augusto Nunes, Rodrigo Constantino, Paulo Figueiredo, Guilherme Fiuza. Ameaças a grandes redes de mídia como a Joven Pan e CNN. Enterraram a liberdade de expressão.
Diante dos fatos e dados expostos, é impossível crer que o Brasil seja uma democracia. As leis democráticas são vilipendiadas, tratadas com desdém pelos nossos representantes políticos e pelos escolhidos deles para o judiciário. Um lado político e social está sendo proíbido e reprimido na América latina. A democracia do PT e do foro de São Paulo não é relativa,ela é deturpada.
Finalizo este texto com o lema da ditadura de Oceania, do livro 1984, que retrata tão bem o que Lula e Maduro desejam para sua população:
"GUERRA É PAZ,
LIBERDADE É ESCRAVIDÃO,
IGNORÂNCIA É FORÇA "
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